Kabbalah Hermética

O QUE É KABBALAH HERMÉTICA?

 

A Kabbalah Hermética, por meio do diagrama da Árvore da Vida, apresenta um mapa dos nossos Estados de Consciência. Essa ferramenta pode ser utilizada para estruturar e exemplificar as mais diversas áreas conceituais, tanto do micro quanto do macrocosmo (da trajetória percorrida, em nosso interior, por exemplo, quando identificamos o surgimento de uma simples ideia, até a jornada evolutiva que estamos a empreender em vida).

320px-Arvore_da_VidaDescrevendo-a de maneira (bem) sucinta, a Árvore da Vida é composta de dez Esferas (ou Emanações), chamadas Sephiroth (Sephirah, no singular), interligadas por vinte e dois Caminhos, representados pelos sete Planetas (Sol e Lua, no caso, são denominados planetas, ao lado de Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno), quatro Elementos (fogo, água, ar e terra) e os doze Signos do Zodíaco (Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes). Os Caminhos correspondem também às Letras do Alfabeto Hebraico e aos Arcanos Maiores do Tarô.

 

OS QUATRO MUNDOS

 

As Esferas da Árvore da Vida se manifestam em quatro planos distintos:

Atziluth, o Mundo Arquetípico.

Briah, o Mundo Criativo.

Yetzirah, o Mundo Formativo.

Assiah, o Mundo Material.

 

OS TRÊS PILARES

 

As Sephiroth estão dispostas em três pilares:

Pilar da Severidade, o Caminho da Mão Esquerda (a Via Seca, de testes, da individualidade, com foco no eu).

Pilar da Misericórdia, o Caminho da Mão Direita (a Via Úmida, da doação, da compaixão, de fazer por eles).

Pilar do Equilíbrio, o Caminho do Meio (a união do eu e do eles, culminando no nós).

 

AS DEZ ESFERAS

 

Kether, a Coroa (o Todo).

Hochma, a Sabedoria (o Caos).

Binah, o Entendimento (a Ordem).

Chesed, a Misericórdia (a Obediência, a Bondade).

Geburah, a Força (a Severidade)

Tiferet, a Beleza (a Essência).

Netzach, a Vitória (a Emoção).

Hod, o Esplendor (a Razão).

Yesod, o Fundamento (o Inconsciente).

Malkuth, o Reino (a Matéria).

Se encararmos estas Esferas como aspectos positivos, referentes à luz, no polo oposto encontraremos as dez Qliphoth (Qliphah, no singular) da Árvore da Morte, cuja entrada se dá pelo Abismo (Daath), a esfera invisível.

 

OS VINTE E DOIS CAMINHOS

 

Os Caminhos que interligam as Sephiroth, de acordo com as Letras Hebraicas e os Arcanos Maiores do Tarô são:

Aleph, O Louco.
Beth, O Mago.
Gimmel, A Sacerdotisa.
Daleth, A Imperatriz.
Heh, O Imperador.
Vav, O Hierofante.
Zain, Os Enamorados.
Cheth, O Carro.
Teth, A Força.
Yod, O Eremita.
Kaph, A Roda da Fortuna.
Lamed, A Justiça.
Mem, O Enforcado.
Nun, A Morte.
Sameck, A Temperança.
Ayin, O Diabo.
Peh, A Torre.
Tzaddi, A Estrela.
Qof, A Lua.
Resh, O Sol.
Shin, O Julgamento.
Tav, O Mundo.

 

A ÁRVORE DA VIDA E A ARTE

 

Como se pode ver, a Kabbalah Hermética, a Astrologia e o Tarô estão completamente interconectados, trabalhando com símbolos complementares. Não por acaso, muitos dos artistas que hoje admiramos se alimentaram desse conhecimento milenar, quando da criação de suas grandes obras. Michelangelo (com especial destaque para a Capela Sistina), Leonardo Da Vinci, Bellini, Caravaggio, Boticelli, Bosch são só alguns dos muitos exemplos disponíveis. Aliás, se quisermos uma referência mais recente (muito em voga na atualidade), a Jornada do Herói, conforme descrita por Joseph Campbell, em seu livro O Herói de Mil Faces, é um conceito facilmente reconhecido dentro da estrutura da Árvore da Vida.