QUARTO PASSO: COMO ENCONTRAR O EQUILÍBRIO?

Este é o quinto artigo de uma série. Você pode escolher começar a leitura por aqui, deixando os anteriores para depois, sem qualquer prejuízo em termos de compreensão. Se preferir, contudo, ler na ordem que postei – tendo uma visão mais aprofundada –, encontrará o início desta jornada nos seguintes links:

  1. O Que Você Está se Perguntando?
  2. Como me Distinguir dos Outros?
  3. Quais São os Meus Pontos Fortes?
  4. Como Viver Melhor os Meus Encontros?

 

Nós, seres humanos, não nascemos prontos. Se, ainda bebês, nos largassem no mundo, à nossa própria sorte, é muito provável que não sobreviveríamos. Nós nascemos dependentes. Precisamos ser acolhidos, cuidados, tanto na esfera física, quanto na mental e emocional.

Precisamos de alguém que nos alimente, por exemplo, tanto quanto precisamos de alguém que escute nosso choro, nos conforte, nos dê segurança. Precisamos de alguém que nos abrace, tanto quanto precisamos de exemplos, de alguém que nos ensine.

… Eis, de forma muito simplificada, um dos fatores que faz da família, do nosso lar, algo tão valioso.

Ela, afinal, é a nossa primeira base, a partir da qual começaremos a construir uma vida feliz e saudável. É dela que viemos e, se tudo der certo, é para ela que sempre voltaremos ao nos depararmos com dificuldades e/ou ao procurarmos alguém com quem comemorar nossas conquistas.

É óbvio que existem inúmeros formatos de famílias. É claro que existem famílias mais funcionais e outras nem tanto. É evidente que cada família oferece diferentes experiências para cada membro.

… Ainda assim, seja lá como for a família, é nela que buscamos nosso primeiro ponto de apoio, enquanto ainda somos muito dependentes.baby-1287504_1920

 

Independência ou Morte?

Agora, independentemente do tipo de experiência que tivemos com as nossas famílias, chega um momento em que precisamos ir além delas. Isso pode acontecer mais cedo ou mais tarde; de forma mais sutil ou mais brusca; na base da dor ou do prazer… Enfim, essa transição pode acontecer das mais distintas maneiras. Fato é, no entanto, que chegará a hora em que precisaremos aprender a nos virar a partir das nossas próprias forças, de forma mais independente.

… E eis a hora em que nós começamos a perceber que a base mais sólida de apoio, de segurança – de equilíbrio! – não está na nossa família ou em qualquer pessoa ao nosso redor: está em nós mesmos.

De novo: eu estou simplificando beeem as coisas aqui. Em todo caso, é natural que, em algum momento, durante o nosso crescimento físico, mental e emocional, percebamos que a família é um vínculo forte e extremamente importante/impactante (para o bem ou para o mal) – mas que a única pessoa com a qual sempre poderemos contar, durante toda a nossa jornada, é com a gente mesmo.

Eis que se dá a necessidade de nos tornarmos mais e mais independentes. De explorarmos mais a nossa unicidade, nossos pontos fortes. De entendermos como se dão os nossos encontros com o mundo e com as pessoas que nos rodeiam. E de encontrarmos um ponto de apoio – e de equilíbrio! – mais profundo.

… Dentro de nós.

Mas qual é o caminho para isso? Como encontrar esse tal equilíbrio interior?

 

A 4ª Casa

As Casas Astrológicas nos mostram doze tipos de experiências (arquetípicas) que ocorrem com todo mundo, durante a nossa jornada em vida. São vivências pelas quais passamos para desenvolver e conseguir manifestar nossa essência. E, como em tudo na Astrologia (que trabalha com símbolos do macrocosmo – o Universo – para auxiliar o entendimento do microcosmo – nós, seres humanos), a sequência estabelecida não tem nada de aleatória.

… Há uma ordem, pelo contrário, bem lógica.

Na primeira Casa nós nos deparamos com a descoberta de tudo aquilo que nos torna únicos. Sabendo disso (ou, pelo menos, de uma parte disso, uma vez que sempre vamos nos conhecendo mais e mais), passamos para a segunda Casa, onde enxergamos como fazer uso desses talentos que nos tornam singulares. A partir daí, a terceira Casa nos mostra como comunicamos esses talentos, através dos encontros que travamos com as pessoas à nossa volta.

girl-2209228_1920… E, tendo experimentado tudo isso, eis que nos descobrimos aptos a observar melhor as nossas bases de apoio; os nossos portos seguros.

A quarta Casa, não por acaso, é o Campo de Experiência da identificação emocional e da sensação de fazer parte de algo (seja, de novo, uma família, seja uma comunidade, um país, um Universo – conforme vamos ampliando os horizontes).

… E, por isso mesmo, em outra camada de significado – quando deixamos de olhar para o macro e focamos no micro –, é também a Casa que fala da nossa busca interior por equilíbrio.

(Ah, e nunca é tarde para lembrar: o equilíbrio é algo sempre dinâmico, sim? Ele não é algo parado, fixo, mas um movimento constante, consciente e harmonioso, alinhado com a nossa essência. É como andar de bicicleta: para se manter em equilíbrio é fundamental continuar se movimentando – e vice-versa).

 

O Caminho Para o Nosso Centro de Equilíbrio

Só para mostrar como a Astrologia é bastante lógica, ao olharmos para um Mapa Astral, como encontramos o início da 4ª Casa?

… Pegando o ponto que está mais embaixo, que é mais profundo.

Sim, o início da 4ª Casa (vulgo sua Cúspide) é marcado por uma linha que aponta para baixo, simbolizando um mergulho rumo às profundezas. Eis, aí delineado, o caminho para o nosso centro dinâmico de equilíbrio. Eis a energia que deverá ser buscada para alcançar aquele estado de paz – e para descobrir onde estão as bases internas mais estáveis, mais seguras, que darão suporte para agirmos, pensarmos e sentirmos…

… Portanto, quando a grande questão que nos aflige, em qualquer tipo de situação, for como encontrar o equilíbrio, a resposta mais fluída e natural virá do uso das energias descritas na 4ª Casa do nosso Mapa.

Eu, por exemplo, tenho o Signo de Capricórnio nessa Casa. E, dentro dela, estão o meu Sol, meu Júpiter e meu Mercúrio.

Se tivesse de descrever esta combinação em poucas linhas, diria que o caminho para encontrar meu ponto de equilíbrio é pautado pela disciplina, por uma necessidade de compreender as regras do jogo (capricorniana). Tal entendimento virá principalmente quando estiver trabalhando a partir de tudo o que enxergo como mais importante em mim mesmo, na minha identidade (Sol); de uma introspecção filosófica, intelectual e espiritualizada (Júpiter); e de quando estiver me comunicando e criando novas associações em minha mente (Mercúrio).

Eis aí o mapa até o meu próprio centro de estabilidade.

Eis uma das razões de eu trabalhar com o que trabalho. De escrever isso tudo que escrevo, que compartilho aqui, com você…

… E você? Qual é o seu caminho até o equilíbrio?

Já parou para pensar nisso?…

 

… Então, até o próximo!

 

Lucas M Esher

 

P.S.: E, se você gostou deste artigo, e acha que essas informações poderiam ajudar outras pessoas, compartilhe este texto com elas. Vamos lá, sempre em frente, mais fundo, em busca de uma Vida cada vez mais Essencial!

 

 

 

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