SEGUNDO PASSO: QUAIS SÃO OS MEUS PONTOS FORTES?

Este é o terceiro artigo de uma série. Você pode escolher começar a leitura por aqui, deixando os anteriores para depois, sem qualquer prejuízo em termos de compreensão. Se preferir, contudo, ler na ordem que postei – tendo uma visão mais aprofundada –, encontrará o início desta jornada nos seguintes links:

  1. O Que Você Está se Perguntando?
  2. Como me Distinguir dos Outros?

 

Você acredita em destino? Gosto de pensar que eu não, não acredito. Não acredito, pelo menos, em coisas prontas, traçadas de antemão. Acredito que temos uma missão, uma verdadeira vontade, que nós mesmos criamos para nós. Acredito, sim, no poder das escolhas. No poder de ser o protagonista da minha própria história de vida.

Atualmente, aliás, falar de sermos os protagonistas de nossas histórias é algo bem comum, certo? Eu, que gosto de investigar esse mundo do autoconhecimento, me deparo com essas palavras com grande frequência.

… A grande questão que fica, pra mim, nesses casos, é: ok, e como eu consigo isso?

Por um bom tempo eu te responderia, com total sinceridade: não faço a menor ideia. É, ué, porque essa é uma grande questão, sim?

… E grandes questões não aceitam respostas fáceis, fixas, aprisionadas (em ideias, ideais, conceitos) e aprisionadoras (leia mais sobre isso aqui).

Hoje em dia, todavia, de tanto vasculhar por aí, encontrei um caminho pelo qual consigo me movimentar, ao encarar tamanha pergunta – ao invés de ficar travado, sem sair do lugar.

… Quando quero assumir as rédeas da situação e agir, eu me volto para os meus pontos fortes.

 

Pontos Fortes

Eu não acredito em destino. Ainda assim, não acho que viemos para cá zerados, totalmente despreparados. Penso que existem diversas pistas espalhadas por aí, para nos ajudar em nossa trajetória ascendente (evolutiva). Entendo, por exemplo, que algumas dessas grandes dicas são as qualidades inatas que já trazemos conosco.

… Qualidades essas que, normalmente, chamamos de talentos, dons, pontos fortes

Sabe aquela coisa que você faz tão bem, desde muito jovem? Aquilo lá, que você consegue fazer sem grandes esforços, enquanto outros penam para conseguir (e sem alcançar o mesmo êxito, no final)? Consegue pensar em algo assim?

… Se sim, ótimo, o primeiro passo já foi dado. Esses são os seus pontos fortes; aquilo com o que sempre pode contar, quando quiser agir com máxima destreza, no ápice da sua capacidade (e você até poderia parar de ler este artigo – embora eu ache que, mais adiante, abordarei essa história toda de um ângulo, no mínimo, inusitado).

… Agora, se a sua resposta tiver sido não, tampouco se preocupe: talvez você saiba, sim, quais são essas fortalezas. É bem provável que elas estejam o tempo todo na sua cara, se destacando em cada uma de suas ações. E, nesse caso, você só disse não porque estava procurando algo espetacular, miraculoso – não tão óbvio!

 

Fortalezas Óbvias – Só que Não!

cello-2227660_1280Pois é… Muitas vezes, quando pensamos em talentos, imaginamos características grandiosas, dignas de um grande mestre (e, ouso dizer, um dos nossos grandes erros é começarmos pensando nisso com base em comparações – quando na verdade somos seres únicos!). Lembramos de alguém que sabe desenhar divinamente, de outra pessoa que fala muito bem em público, de artistas e seres criativos, famosos…

… Focamos, portanto, no fim, não no meio.

Sim! Focamos naquilo que essas pessoas fazem com os seus pontos fortes, no que conseguem concretizar por meio deles. Focamos no final da jornada – e nunca enxergamos, de fato, qual foi o caminho trilhado por eles para chegar lá.

… Muito mais do que nos perguntar O QUE EU FAÇO BEM?, a descoberta dos pontos fortes passa pelo COMO EU FAÇO ALGO BEM?

 

Os Comos

E como é que a gente responde a mais essa pergunta?

Bom, espero que você já tenha entendido, a essa altura, que eu não gosto de tentar te dar respostas.

… Gosto, sim, de te ajudar a descobrir, para si, quais são as perguntas certas.

Mas, se quiser um exemplo mais concreto, eis aqui alguns dos Comos que eu descobri funcionarem comigo:

  • Independente do desafio que estiver enfrentando, sei que meu ímpeto estudioso – de estar sempre querendo saber mais e aprender com a situação, com as pessoas envolvidas – irá colaborar para que eu encontre uma boa solução.
  • A empatia – que é a qualidade de conseguir naturalmente entender, sentir, intuir o que o outro está experienciando – é outro ponto que sempre permeia minhas ações e preocupações.
  • Eu já disse que não acredito em destino. Contudo, pra mim, as coisas acontecem por uma razão. Eu sinto, sempre, como se tudo estivesse conectado. E enxergar essas conexões e conseguir lamp-2247538_1280aproveitá-las em meus atos é fundamental.
  • Está a maior confusão à minha volta. O que eu faço? Eu me pergunto, de modo estratégico, “e se?”. Eu busco enxergar padrões, ordenar o caos, construindo cenários alternativos.
  • Ideias me fascinam. Estou sempre conceituando as coisas, em minha mente. Quem me conhece bem sabe que não me contento com superficialidades. Preciso ir fundo. Preciso criar (ou, pelo menos, buscar criar) algo que vá além, que seja diferente. Eu gosto mesmo é de lidar com as grandes questões.

… Deu para ter uma ideia, agora, do que são esses Comos?

Eu posso fazer de tudo com essas qualidades que descrevi aí, acima. Elas estão em tudo o que eu faço – e, quando usufruo delas de forma consciente, eis que consigo assumir o protagonismo, realizar minhas melhores ações.

Eu estou utilizando-as aqui, agora, para escrever este artigo. E as aproveitarei mais tarde, quando for realizar uma sessão de Coaching Astrológico, quando for ensaiar para minha próxima peça de teatro…

… No entanto, se ainda assim esses tais Comos estão confusos para você, não se angustie: é chegada a hora de invocar, novamente, a astrologia, que pode nos oferecer algumas dicas bem valiosas…

 

Campo de Experiência 2

Quando olhamos para a Casa 2 de um Mapa Astral (ou, como prefiro, o segundo Campo de Experiência para Manifestação e Desenvolvimento do Eu), nos deparamos com as seguintes questões:

  • Quais são os meus talentos?
  • Como utilizar o que tenho?
  • O que eu herdei?
  • O que tenho à disposição naturalmente?

… Ou seja: dá para perceber que a pergunta “como eu faço algo bem?“, voltada para o entendimento dos nossos pontos fortes, tem tudo a ver com o CE2, certo?

Assim como no CE1 (cuja análise você pode ler aqui), aqui observaremos três informações do nosso Mapa Astral, na busca pelas preciosas pistas:

  • Signo da Cúspide: a Cúspide é a linha que marca o início da Casa 2 (que é a grande seta vermelha, na imagem ao lado). Os Signos Zodiacais, por sua vez, são os arquétipos que caracterizam
    Campo de Experiência 2
    CE2

    cada uma das doze energias principais estudadas dentro da Astrologia. No CE2, o Signo na Cúspide mostra o caminho interior mais natural e harmônico para usufruirmos dos nossos  valores e das nossas qualidades inatas.

 

  • Planeta Regente: é o Planeta que rege um determinado Signo. Cada Signo Zodiacal é governado por um Planeta (ou dois, em alguns casos). Escorpião, por exemplo, é regido por Marte e Plutão. No CE2, o Planeta Regente – do Signo da Cúspide – expõe o tipo de energia que comanda a exteriorização dos nossos pontos fortes.

 

  • Planeta no CE2: qualquer Planeta que se encontre no interior da segunda Casa (e se não houver Planeta algum, não há qualquer problema – nos concentramos, então, nos dois itens anteriores) traça a energia que auxilia na manifestação e desenvolvimento dos nossos talentos e colocação deles no mundo.

 

Um Exemplo

Escorpião
Escorpião

Uma vez mais, eu recorro ao meu próprio Mapa Astral para que sirva de exemplo. Conforme a imagem acima (aquela mesma, da seta vermelha), podemos ver que o Signo da Cúspide do meu CE2 é o de Escorpião.

Isso significa dizer que o meu caminho interior, para que usufrua dos meus valores e pontos fortes, flui de modo mais natural e harmônico quando lido com questões mais emocionais, com características de grande profundidade. O Signo de Escorpião é uma energia que busca estabelecer uma segurança emocional, frente às ameaças, desejando ter o controle sobre a situação.

… E não é basicamente isso o que eu faço? Ao ler este artigo, você não percebeu que eu estou falando a partir desse tipo de atitude, o tempo todo? De querer usar meus pontos fortes para assumir o controle da situação e, assim, criar uma segurança emocional?

Marte
Marte

Pois é…

Plutao
Plutão

Indo além: os Planetas Regentes de Escorpião são Marte e Plutão. Marte tem a ver com o impulso, a forma como lutamos, trabalhamos, gastamos nossas energias. Plutão, sendo um Planeta   transpessoal (cuja força sentimos mais em termos coletivos do que individuais), lida com grandes transformações, questões psicológicas do fundo do inconsciente e com o uso do poder.

Ou seja: no meu caso, a energia que comanda a exteriorização dos meus talentos é a do trabalho, principalmente quando (em termos macro) lido com questões de grandes transformações psicológicas e de uso do poder.

… O que eu acho que tem bastante a ver com o Coaching Astrológico, sim?

Urano
Urano
Saturno
Saturno

Por fim, olhemos para os Planetas posicionados dentro do meu CE2. Vemos que ali estão Saturno e Urano. Logo, as energias que ajudam na manifestação e desenvolvimento dos meus pontos fortes – e a colocação deles no mundo – são as da autoconfiança, da responsabilidade, de enfrentar os grandes desafios através da disciplina de Saturno, e a minha originalidade, o despertar da minha consciência pessoal, trabalhando o que me faz único, por parte de Urano (que também é um Planeta transpessoal, a exemplo de Plutão).

 

CE3 – Até Onde Eu Posso Ir?

Gosto de ressaltar, sempre, que essa análise, que faço aqui, é bem simplificada. Neste curto espaço, fica difícil nos aprofundarmos muito. Mas imagino que já deu para você ter uma ideia do funcionamento do CE2, certo?

(Agora, se você quiser se aprofundar mais nesta jornada, deixo aqui o convite para marcarmos um primeiro bate-papo, sem compromissos. É sempre uma boa oportunidade para mergulharmos um pouco mais em seu Mapa, na sua história. Você pode fazer isso por aqui).

E, no nosso próximo artigo, falarei sobre o CE3…

… O Campo de Experiência em que entenderemos os nossos primeiros limites – e a extensão dos nossos poderes –, quando nos comunicamos com aqueles que estão próximos.

Ok?

Então, até lá!

 

Lucas M Esher

 

P.S.: se estiver gostando desta série de artigos, deixa um comentário, para eu saber que você esteve por aqui. =)

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