Blog

Os 7 Defeitos Capitais

Olá,

 

Hoje eu queria falar sobre um assunto que acho muito interessante (e que, imagino, pode te interessar bastante também): os 7 Defeitos Capitais.

 

Antes de mais nada, queria dizer que, sim, originalmente, esses comportamentos nocivos são defeitos e não pecados. Isso porque esse conceito é bem mais antigo do que o catolicismo – no Egito e na Babilônia já existiam rituais que trabalhavam em cima disso.

 

Defeitos, aliás, traz justamente a ideia de que podemos agir para extinguir, de uma vez por toda, esses comportamentos prejudiciais.

 

… Ah, e eles são 7 por conta da associação com os Planetas (os sete que representam aspectos mais pessoais).

 

Então, vamos lá saber mais um pouco sobre cada um desses Defeitos Capitais? E entender sobre o que eles diferem, na Alquimia, daquilo que nos acostumamos a ouvir por aí?

 

Preguiça: na origem, seu nome era Acídia. Acídia (ou preguiça) é a acomodação. É a falta de vontade de crescer, evoluir. É quando deixamos que os outros tomem as decisões por nós, sejam elas morais, espirituais ou emocionais. É o defeito associado com a Lua (e pense bem: qual é o dia em que mais estamos propensos a sentir os efeitos desse defeito? Monday – que vem de MoonDay!).

 

Inveja: é o defeito capital ligado a Mercúrio. No sentido original, esse termo queria dizer caminhar segundo o passo de outra pessoa. Ou seja: é o caminhar olhando para o lado, pensando no que os outros têm, no que os outros dizem que é certo, ao invés de seguir na sua própria jornada. E isso vale tanto na esfera material, quanto na mental, emocional e espiritual. É o querer obter os resultados que os outros conquistaram, sem vencer os desafios que eles venceram.

 

Luxúria: hoje em dia, em português, luxúria está fortemente associado com comportamentos sexuais e físicos. Contudo, o conceito dela é muito mais profundo: é o de se deixar dominar pelas paixões. Uma boa palavra para “substituir” luxúria seria obsessão. Podemos ficar obcecados por dinheiro, por um sentimento, por uma ideia, por um dogma espiritual. Esse defeito, não por acaso, é associado ao planeta Vênus.

 

Orgulho: uh, esse daqui é dos mais controversos. É o defeito relacionado com o Sol, com a nossa construção de identidade. Orgulho é bater no peito e dizer: “eu fui lá e fiz! Vim, vi e venci!”. Orgulho é esperar reconhecimento pelas nossas ações. É nos satisfazermos com as nossas capacidades e feitos. E, muitas vezes, nós achamos que precisamos desse reconhecimento. Que isso nos faz bem. Que é justo, é merecido. E, por isso mesmo, esse é um defeito bem traiçoeiro e duro de ser combatido.

 

Ira: chegou a hora da explosão. A ira está ligada ao planeta Marte, aos arquétipos dos deuses guerreiros. A ira provém do mau uso das nossas energias, da nossa agressividade, dos nossos ímpetos. Ao invés, por exemplo, de canalizarmos no amor, criamos a guerra (“Faça amor, não faça guerra”, lembra?). A ira é uma bomba comportamental: através dela, nossas energias explodem de uma vez, atingindo indistintamente tudo o que está à nossa volta. Ela fere. Ela exaure. Ela destrói.

 

Gula: esse defeito tem a ver com os excessos. É o querer absorver mais do que precisamos. E isso, a exemplo dos demais, vale para questões físicas (materiais), mentais, emocionais e espirituais. O Planeta associado a este defeito é Júpiter – que, na Astrologia, lida com energias que temos em abundância, sempre disponíveis para nos ajudar.

 

Avareza: por fim, eis o defeito relacionado com o planeta Saturno. Avareza é o apego pelo que se possui. E, de novo, isso não vale só para coisas físicas. Pode ser bem mais fácil perceber o apego por bens materiais, por dinheiro, do que por ideias, desejos, comportamentos…

 

Hum… Tá, mas e agora? E o que fazer diante desses Defeitos? Se é possível agir para extingui-los, por onde podemos começar?

 

Ah, a resposta para essas questões eu deixarei para o próximo post…

 

… Eis que falaremos sobre as 7 Virtudes Alquímicas que combatem esses indesejados comportamentos.

 

 

Até lá!

 

Lucas M Esher

ÁRVORE DA VIDA: QUAL É O SEU CAMINHO?

Uma das perguntas que me fazem com mais frequência é: como é que você usa a Árvore da Vida no processo de Coaching?

A verdade é que não existe uma resposta única para esta questão. São várias as possibilidades – a Árvore da Vida abre tantas e tantas portas…

… Ainda assim, como toda grande questão, temos de começar a respondê-la de algum jeito, por algum lugar. Temos de começar pequeno e avançar, passo a passo.

Por isso, hoje eu queria falar sobre um dos usos mais simples –  e que dá uma visão mais geral – deste poderoso instrumento.

 

Os 3 Caminhos

Você já se perguntou, em termos amplos, qual caminho está trilhando nesta vida? Já parou para pensar no como você, costumeiramente, tem escolhido agir? Em qual é o foco das suas ações?

3A Árvore da Vida nos mostra (e farei uma gigantesca simplificação aqui, ok?) que existem três grandes possibilidades de caminhos a serem trilhados, rumo à nossa evolução individual. São eles:

  1. O Caminho da Mão Esquerda: é a via mais egóica. Aqui buscamos o crescimento físico, emocional, mental e espiritual voltados para nós mesmos. Ou seja: queremos evoluir sozinhos, sem nos preocuparmos tanto com o mundo e as pessoas à nossa volta.
  2. O Caminho da Mão Direita: é a via mais altruísta. Nosso foco, neste caso, está direcionado para os outros. Queremos ajudar os demais, servir, nos doar ao máximo. Fazemos tudo pensando mais no próximo do que em nós mesmos.
  3. O Caminho do Meio: é o equilíbrio entre os outros dois caminhos – e, por isso, o mais rápido (e árduo!). Nossa jornada, ao optar por esta escolha, está pautada no nós. Eu avanço e ajudo os outros a avançarem também.

 

Uma Escolha de Vida

É claro que, quando pensamos no nosso dia a dia, muitas vezes nos vemos transitando entre essas três opções. E não é difícil encontrar exemplos disso na minha própria rotina…

livroQuando me sento para estudar no meu quarto estou mais próximo do Caminho da Mão Esquerda. Ao fazer um processo de Coaching, acabo me direcionando mais para o Caminho da Mão Direita.

… Seja como for, por mais que uma ou outra pequena ação transite de um Caminho para outro, quando olho para o quadro geral, tenho consciência de que a minha escolha de vida é pelo Caminho do Meio.

No meu caso, uma ação sempre acaba balanceando a outra. Se ler um livro, estudar, me faz crescer sozinho, logo mais estarei utilizando esses conceitos para aprimorar a minha metodologia de trabalho (o Coaching, feito pensando nos outros). Ou eu compartilho esse conteúdo aqui no blog, numa conversa, num livro, numa peça de teatro…

Ou seja: as pequenas ações tomadas, no dia a dia, podem, sim, variar bastante. Contudo, quando olhamos para as nossas vidas como uma história única, fluída, se torna bem nítida a nossa predileção por um dos três Caminhos possíveis.

 

Qual o Melhor Caminho?

E será que existe um caminho melhor do que os outros? Um mais certo? Mais louvável?

… Sinceramente, a minha resposta para todas essas perguntas é um belo não.

Sim, uma das belezas do estudo da Árvore da Vida (e, a partir daí, de tudo mais que ela abriga) é desmistificar, por exemplo, o Caminho da Mão Esquerda, visto tantas vezes como uma escolha menos nobre (vai dizer que, ao ler a descrição, lá em cima, você não achou que tinha algo de errado com querer evoluir sozinho, sem se preocupar com os outros?).

Pois é… Só que não tem nada de errado com querer crescer, se desenvolver, evoluir sozinho. A Árvore da Vida nos mostra que, seguindo por aí; trabalhando nesse sentido, você conseguirá chegar no mesmo lugar que os demais.

Não é pior, nem melhor. É, apenas, diferente. E tudo bem.autumn-1804592_640

É bastante evidente, em nossa sociedade, a exaltação de quem segue o Caminho da Mão Direita (mais altruísta, fazendo pelos outros) ou o Caminho do Meio (fazer por nós: eu + outros). Não à toa, eis as opções que expressam nossos conceitos de bondade, gentileza, amor, entre outros.

… Só que, de novo: não tem nada de errado em querer evoluir por si só.

Isso não quer dizer que essa pessoa fará mal aos outros (e, se fizer, possivelmente ela não estará evoluindo, certo?). É apenas uma opção, uma escolha. E há quem se sairá melhor com ela. Há quem preferirá seguir sua jornada de forma solitária, sim. E tudo bem.

Enfim, eis uma dentre as inúmeras possibilidades de uso da Árvore da Vida: tomar consciência do Caminho que quer escolher para si…

E você?…

Qual é o seu Caminho?

… Qual escolha condiz mais com a sua Essência?

 

Até breve,

 

Lucas M Esher

QUINTO PASSO: QUAL A IMPORTÂNCIA DA DIVERSÃO?

Diversão. Tá aí um assunto muito sério pra mim.

Pois é… A gente tem a mania de achar que a seriedade é o oposto da diversão.

… Mas será que isso faz sentido?

Para e pensa, por um segundo, no seguinte cenário: você entra numa sala de reunião e estão todos dando risada, descontraídos, parecendo se divertir à beça. O que se passaria pela sua cabeça? Alguma chance de você acreditar que essas pessoas estão, de fato, trabalhando – e de forma muito séria?

Pouco provável, né? Confesso que, por muito tempo, eu entraria nessa sala e imediatamente pensaria que estavam todos brincando, distraídos, sem foco, sem fazer nada de útil. Hoje, no entanto, eu pensaria duas vezes antes de sair imaginando qualquer coisa…

É claro que esse grupo poderia estar desfocado, jogando conversa fora, num momento de pausa. Mas eles também poderiam, muito bem, estar trabalhando – e muito! E rendendo horrores, muito mais do que se estivessem todos quietinhos, assistindo a uma apresentação, mexendo em seus próprios computadores etc. etc. etc..

Pensa comigo… Quando é que você rende mais: quando algo te diverte ou quando algo é maçante, chato, rotineiro?

 

Diversão é um Negócio Sério!

tranquility-2233620_1920Que fique claro que eu não estou dizendo que, para que algo ser divertido (e sério), temos de estar o tempo todo gargalhando, dando risada. Eu posso estar me divertindo e estar caladão. Posso, por exemplo, estar lendo um livro divertidíssimo, completamente concentrado, sem esboçar nenhuma grande reação.

A questão é que se divertir é um negócio muito, muito sério! Quando nos divertimos as coisas fluem com muito mais naturalidade. Não é algo travado: é um esforço que, muitas vezes, nos relaxa. As tarefas ficam mais leves, mais prazerosas. Conseguimos nos dedicar mais, colocar mais energia e isso acaba transparecendo no final.

… Não por acaso, a diversão é um dos componentes básicos para ativarmos a nossa Criatividade e levarmos uma Vida Essencial!

(Ah, falando nisso, os outros dois são o Desprendimento e o Desafio, ok?).

(E outra provocação: será que não tá aí uma das justificativas do por que as grandes empresas, principalmente do ramo tecnológico, têm repensado a maneira como trabalhamos? Home Office, horário flexível, salas de descanso, de jogos e lazer…).

 

É Tudo Diversão?

say-yes-to-the-live-2121044_1920Agora, evidente que nem toda diversão é igual; nem toda diversão é produtiva. Tudo depende de quem, da necessidade, da intenção, da forma, do que se está fazendo… E longe de mim querer afirmar quais são os tipos de diversão adequados para acionar a sua Criatividade. Isso é algo muito particular, muito único para cada um.

… Sendo assim, o que será que os nossos Mapas Astrais têm a dizer sobre essa busca por diversão? Quais serão as melhores (e mais divertidas) formas de expressar os nossos lados criativos?

Essas e outras questões que envolvem o uso da nossa Expressão Artística estão relacionadas com a Casa 5 (ou o 5º Campo de Experiência para Manifestação e Desenvolvimento do Eu).

 

Grande Arte

Eu falei, sim, de Expressão Artística porque, pra mim, Arte não é um campo que se restringe à pintura, escultura, literatura etc.. Arte, nesse meu linguajar, é um estado, um modo de agir, uma filosofia de vida. Fazer Arte é fazer algo alinhado à sua Essência, que faça sentido (e que sentido para outras ações!), que seja… divertido!

… Tocamos essa Arte quando entramos em Fluxo. fluxo

Fluxo, aquele estado em que usamos o máximo de nossos talentos, com o mínimo de esforço e gasto energético.

Óbvio que nem sempre é possível trabalhar ou estar nesse Estado de Fluxo. Ainda assim, essa é a busca. Eis um sinal de que estamos no caminho certo. Eis um ponto que ajuda a nortear nossas ações, para que sejam sempre mais artísticas, criativas e essenciais.

 

5ª Casa

Sempre que olhar para a 5ª Casa do seu Mapa Astral, então, lembre-se desse componente de leveza. Lembre-se da importância de trazer um pouco mais de diversão para o seu dia a dia (seja durante o tempo livre, seja durante o próprio trabalho, nas suas atividades profissionais). Lembre-se de que ali estão valiosas dicas sobre a sua busca por uma vida mais criativa, mais artística, mais autêntica e, por consequência, mais essencial.

… Quer saber qual a forma mais natural de trazer à tona o seu lado criativo?

… Quer um indicativo do tipo de ação que favorece a sua autoexpressão?

… Quer entender qual é o caminho mais verdadeiro para conseguir se divertir, no que quer que esteja fazendo?

Olhe para a 5ª Casa, para o Signo no qual ela desponta e para os Planetas que nela estão inseridos! Aí encontrará muitas pistas…

… Ah, e lembre-se de se divertir nessa busca, sempre, né? Ajuda e muito!

 

E aí? Gostou?

… Já parou, aliás, para pensar no que te diverte?

Deixa um comentário, compartilha e vamos em frente!

 

Até o próximo artigo…

 

Lucas M Esher

 

Este é o sexto artigo de uma série. Para ter uma visão mais aprofundada sobre o uso de um Mapa Astral, leia os textos anteriores nos seguintes links:

  1. O Que Você Está se Perguntando?
  2. Como me Distinguir dos Outros?
  3. Quais São os Meus Pontos Fortes?
  4. Como Viver Melhor os Meus Encontros?
  5. Como Encontrar o Equilíbrio?

 

QUARTO PASSO: COMO ENCONTRAR O EQUILÍBRIO?

Este é o quinto artigo de uma série. Você pode escolher começar a leitura por aqui, deixando os anteriores para depois, sem qualquer prejuízo em termos de compreensão. Se preferir, contudo, ler na ordem que postei – tendo uma visão mais aprofundada –, encontrará o início desta jornada nos seguintes links:

  1. O Que Você Está se Perguntando?
  2. Como me Distinguir dos Outros?
  3. Quais São os Meus Pontos Fortes?
  4. Como Viver Melhor os Meus Encontros?

 

Nós, seres humanos, não nascemos prontos. Se, ainda bebês, nos largassem no mundo, à nossa própria sorte, é muito provável que não sobreviveríamos. Nós nascemos dependentes. Precisamos ser acolhidos, cuidados, tanto na esfera física, quanto na mental e emocional.

Precisamos de alguém que nos alimente, por exemplo, tanto quanto precisamos de alguém que escute nosso choro, nos conforte, nos dê segurança. Precisamos de alguém que nos abrace, tanto quanto precisamos de exemplos, de alguém que nos ensine.

… Eis, de forma muito simplificada, um dos fatores que faz da família, do nosso lar, algo tão valioso.

Ela, afinal, é a nossa primeira base, a partir da qual começaremos a construir uma vida feliz e saudável. É dela que viemos e, se tudo der certo, é para ela que sempre voltaremos ao nos depararmos com dificuldades e/ou ao procurarmos alguém com quem comemorar nossas conquistas.

É óbvio que existem inúmeros formatos de famílias. É claro que existem famílias mais funcionais e outras nem tanto. É evidente que cada família oferece diferentes experiências para cada membro.

… Ainda assim, seja lá como for a família, é nela que buscamos nosso primeiro ponto de apoio, enquanto ainda somos muito dependentes.baby-1287504_1920

 

Independência ou Morte?

Agora, independentemente do tipo de experiência que tivemos com as nossas famílias, chega um momento em que precisamos ir além delas. Isso pode acontecer mais cedo ou mais tarde; de forma mais sutil ou mais brusca; na base da dor ou do prazer… Enfim, essa transição pode acontecer das mais distintas maneiras. Fato é, no entanto, que chegará a hora em que precisaremos aprender a nos virar a partir das nossas próprias forças, de forma mais independente.

… E eis a hora em que nós começamos a perceber que a base mais sólida de apoio, de segurança – de equilíbrio! – não está na nossa família ou em qualquer pessoa ao nosso redor: está em nós mesmos.

De novo: eu estou simplificando beeem as coisas aqui. Em todo caso, é natural que, em algum momento, durante o nosso crescimento físico, mental e emocional, percebamos que a família é um vínculo forte e extremamente importante/impactante (para o bem ou para o mal) – mas que a única pessoa com a qual sempre poderemos contar, durante toda a nossa jornada, é com a gente mesmo.

Eis que se dá a necessidade de nos tornarmos mais e mais independentes. De explorarmos mais a nossa unicidade, nossos pontos fortes. De entendermos como se dão os nossos encontros com o mundo e com as pessoas que nos rodeiam. E de encontrarmos um ponto de apoio – e de equilíbrio! – mais profundo.

… Dentro de nós.

Mas qual é o caminho para isso? Como encontrar esse tal equilíbrio interior?

 

A 4ª Casa

As Casas Astrológicas nos mostram doze tipos de experiências (arquetípicas) que ocorrem com todo mundo, durante a nossa jornada em vida. São vivências pelas quais passamos para desenvolver e conseguir manifestar nossa essência. E, como em tudo na Astrologia (que trabalha com símbolos do macrocosmo – o Universo – para auxiliar o entendimento do microcosmo – nós, seres humanos), a sequência estabelecida não tem nada de aleatória.

… Há uma ordem, pelo contrário, bem lógica.

Na primeira Casa nós nos deparamos com a descoberta de tudo aquilo que nos torna únicos. Sabendo disso (ou, pelo menos, de uma parte disso, uma vez que sempre vamos nos conhecendo mais e mais), passamos para a segunda Casa, onde enxergamos como fazer uso desses talentos que nos tornam singulares. A partir daí, a terceira Casa nos mostra como comunicamos esses talentos, através dos encontros que travamos com as pessoas à nossa volta.

girl-2209228_1920… E, tendo experimentado tudo isso, eis que nos descobrimos aptos a observar melhor as nossas bases de apoio; os nossos portos seguros.

A quarta Casa, não por acaso, é o Campo de Experiência da identificação emocional e da sensação de fazer parte de algo (seja, de novo, uma família, seja uma comunidade, um país, um Universo – conforme vamos ampliando os horizontes).

… E, por isso mesmo, em outra camada de significado – quando deixamos de olhar para o macro e focamos no micro –, é também a Casa que fala da nossa busca interior por equilíbrio.

(Ah, e nunca é tarde para lembrar: o equilíbrio é algo sempre dinâmico, sim? Ele não é algo parado, fixo, mas um movimento constante, consciente e harmonioso, alinhado com a nossa essência. É como andar de bicicleta: para se manter em equilíbrio é fundamental continuar se movimentando – e vice-versa).

 

O Caminho Para o Nosso Centro de Equilíbrio

Só para mostrar como a Astrologia é bastante lógica, ao olharmos para um Mapa Astral, como encontramos o início da 4ª Casa?

… Pegando o ponto que está mais embaixo, que é mais profundo.

Sim, o início da 4ª Casa (vulgo sua Cúspide) é marcado por uma linha que aponta para baixo, simbolizando um mergulho rumo às profundezas. Eis, aí delineado, o caminho para o nosso centro dinâmico de equilíbrio. Eis a energia que deverá ser buscada para alcançar aquele estado de paz – e para descobrir onde estão as bases internas mais estáveis, mais seguras, que darão suporte para agirmos, pensarmos e sentirmos…

… Portanto, quando a grande questão que nos aflige, em qualquer tipo de situação, for como encontrar o equilíbrio, a resposta mais fluída e natural virá do uso das energias descritas na 4ª Casa do nosso Mapa.

Eu, por exemplo, tenho o Signo de Capricórnio nessa Casa. E, dentro dela, estão o meu Sol, meu Júpiter e meu Mercúrio.

Se tivesse de descrever esta combinação em poucas linhas, diria que o caminho para encontrar meu ponto de equilíbrio é pautado pela disciplina, por uma necessidade de compreender as regras do jogo (capricorniana). Tal entendimento virá principalmente quando estiver trabalhando a partir de tudo o que enxergo como mais importante em mim mesmo, na minha identidade (Sol); de uma introspecção filosófica, intelectual e espiritualizada (Júpiter); e de quando estiver me comunicando e criando novas associações em minha mente (Mercúrio).

Eis aí o mapa até o meu próprio centro de estabilidade.

Eis uma das razões de eu trabalhar com o que trabalho. De escrever isso tudo que escrevo, que compartilho aqui, com você…

… E você? Qual é o seu caminho até o equilíbrio?

Já parou para pensar nisso?…

 

… Então, até o próximo!

 

Lucas M Esher

 

P.S.: E, se você gostou deste artigo, e acha que essas informações poderiam ajudar outras pessoas, compartilhe este texto com elas. Vamos lá, sempre em frente, mais fundo, em busca de uma Vida cada vez mais Essencial!

 

 

 

Em Busca da Vida Essencial

A Talita Lombardi​ me perguntou o seguinte: “A essência tem a ver com tudo? Vontades, sonhos, desejos? E assim construímos-iniciamos nossas buscas?”.

Como essa resposta era grande demais para um comentário, resolvi fazer um post separado. Até porque, acho que temos aí uma reflexão bem importante.

De acordo com o que eu penso, a essência tem e não tem a ver com tudo. Hã? Como assim? O que eu quis dizer com isso? Bom, deixa eu me explicar e depois você me diz se fez ou não sentido para você…

Uma das grandes questões que temos para responder, em nossas vidas, aliás, é conseguir diferenciar o que é “essencial” e o que é “egóico”.

Ou seja: precisamos entender o que é próprio do nosso eu mais verdadeiro (o essencial), do que é uma manifestação do nosso ego, da personalidade que fomos construindo para nós mesmos (e que, por ser uma construção, pode muito bem conter projeções, desejos supérfluos, que não necessariamente nos trarão a “felicidade e a saúde” que queremos).

Isso quer dizer que a “essência” é boa e o “ego” ruim? Há quem diga que sim. Para mim, não é bem assim. O ego, penso eu, tem sua função também. Ele é a “primeira casca”, pela qual filtramos essa quantidade massiva de percepções/sensações que nos chegam, lá de fora (e aqui de dentro).

O ego pode não ser completamente verdadeiro, em seus desejos; mas ele nos ajuda a seguir caminhando. Ele é como qualquer ideia, projeto, teoria etc. que criemos: apresentará falhas, embora, de todo jeito, sirva para nos ensinar várias lições e nos levar além.

… Além para…?

Para a nossa “essência”.

Para junto do nosso eu mais verdadeiro.

Para mim, por tanto, a “essência” é a nossa “camada” mais profunda. E o “ego” a nossa “camada” mais superficial. Ambos estão sempre presente, mas agindo em níveis diferentes. rose-2320230_1280

… E eu entendo que a nossa busca é por uma Vida Essencial – que começará a ser construída a partir do ego. Vamos da camada mais superficial para a mais profunda…

Por isso, lá em cima, eu respondi que “a essência tem e não tem a ver com tudo”. Ela está sempre presente e, portanto, tem a ver com tudo. Ainda assim, em boa parte dos nossos momentos (para não dizer quase todos) estamos agindo de acordo com o nosso ego, sujeitos a cometer erros, a dar algumas “cabeçadas” por aí. Eis a hora em que nossas ações podem parecer nos afastar da nossa essência. Eis a hora em que o que fazemos acaba não fazendo muito “sentido” para nós.

Estamos, então, remando na direção contrária do que nos pede a nossa essência. Estamos ouvindo os nossos “desejos” e não escutando a nossa “verdadeira vontade”.

Sim, para mim, existe uma grande diferença, também, entre desejo e vontade.

… Eu sei que costumamos usar essas palavras como sinônimos. Mas, uma vez que as palavras têm poder, gosto de diferenciá-las, facilitando a minha compreensão de mundo.

Desejo é algo relacionado ao ego. Vontade é relacionada à essência. Desejos são impulsos superficiais, que visam aumentar o prazer imediato, fugindo (ou, no mínimo, diminuindo) a dor. Desejos são uma espécie de “fast food”. O que importa é conseguir satisfazê-los e, de preferência, bem rápido.

pathway-2289978_1920A verdadeira vontade é o nosso propósito, é uma estrada que confere sentido ao que fazemos. É algo mais trabalhado. É um encadeamento de várias pequenas ações, todas alinhadas, que geram uma grande transformação. A vontade é um alimento mais “nutritivo” (em termos físicos, mentais, emocionais e espirituais). Entende a diferença?

É claro que a realização/frustração proporcionada por alguns dos nossos desejos, de certa forma, também servirá para que tenhamos mais clareza dos caminhos que nos são mais eficazes na busca pela nossa essência. Afinal, mesmo os erros são valiosos degraus para o aprendizado – e vitais para enxergarmos os acertos.

… Agora, de certa maneira, essas ações acabam “não tendo tudo a ver com a nossa essência”. Elas soam como “ilusões”, “desvios” na nossa rota, rumo a uma Vida Essencial.

Enfim, era basicamente isso o que eu tinha para dizer…

Consegui clarear, para você, a minha visão sobre esse assunto?

 

Obrigado pela ótima pergunta, Talita!

 

… E estou aqui, caso você ou mais alguém queira me presentear com tesouros como esse…

 

Até breve,

 

Lucas M Esher

TERCEIRO PASSO: COMO VIVER MELHOR OS MEUS ENCONTROS?

Este é o quarto artigo de uma série. Você pode escolher começar a leitura por aqui, deixando os anteriores para depois, sem qualquer prejuízo em termos de compreensão. Se preferir, contudo, ler na ordem que postei – tendo uma visão mais aprofundada –, encontrará o início desta jornada nos seguintes links:

  1. O Que Você Está se Perguntando?
  2. Como me Distinguir dos Outros?
  3. Quais São os Meus Pontos Fortes?

 

Se eu te perguntar: o que você quer da vida? Quais são os seus grandes objetivos? Pra que você faz tudo o que faz?

… Você já parou para pensar nisso?

Eu penso em muitas coisas. Estou sempre às voltas com algumas das Grandes Questões. Ainda assim, confesso, até bem pouco tempo atrás eu não faria ideia de como responder a essas perguntas, aí de cima.

Ok. E hoje?

… Hoje eu responderia que quero ser feliz e saudável. Simples, não?

Pois é… Por que florear? No final das contas, não é isso que todos nós queremos? Podemos encontrar inúmeros meios de alcançar esses objetivos: alguns dirão que querem ser ricos e famosos; outros preferem constituir uma linda família, enquanto outros ainda preferirão ter apenas o suficiente, em termos materiais, focando em questões mais espirituais, por exemplo.asia-1807519_1280

Todas as opções são válidas. Todas essas e as infinitas outras que conseguirmos pensar. E todas elas são caminhos que buscam o mesmo fim, sim?

… Todas as formas de crescimento almejadas visam que nos sintamos e sejamos cada vez mais felizes e saudáveis.

Simplificando ainda mais as coisas: queremos diminuir ao máximo as nossas dores e aumentar nossos prazeres (sejam eles físicos, intelectuais, emocionais e/ou espirituais). Queremos nos sentir bem. Queremos ser pessoas melhores. Queremos realizar todo o nosso potencial.

… Alguém discorda disso?

Então…

O que nós impede de chegar lá sempre que queremos?

 

Os Encontros

Nós não estamos sozinhos. Nunca estivemos, nunca estaremos. Mesmo que eu escolhesse deixar tudo para trás e viver isolado numa montanha, ainda assim, não estaria sozinho. Ainda assim, inúmeros encontros ocorreriam entre nós: entre o meu eu e o mundo.

Um encontro não se dá apenas entre duas pessoas – um encontro pode ser entre pessoas e coisas, pessoas e situações, coisas e coisas etc.. Um encontro é uma transformação. E nós, quer queiramos ou não, estamos sempre nos transformando. Em todos os instantes (tanto dentro – por exemplo, nas nossas células, nossas ideias, nossos sentimentos, nossas intenções –, quanto fora – no nosso visual, nos nossos comportamentos, nas nossas expressões e comunicações).

ball-2039726_1280Um vento gelado nos transforma. Um sorriso nos transforma. Uma palavra lida nos transforma. Tudo nos transforma, o tempo todo – por mais sutil que seja a transformação aparente.

… E, se não estamos nunca sozinhos; se estamos sempre sendo transformados – encontrando e sendo encontrados pelo mundo à nossa volta –, isso significa dizer que nossa busca por uma vida feliz e saudável é e sempre será impactada por esses encontros.

Ninguém tem um objetivo, vai lá, executa perfeitamente, fazendo tudo conforme o planejado e pronto: sucesso alcançado! Isso não existe. Existem variáveis que não conseguiremos prever. Existirão, sempre, circunstâncias que fugirão da nossa alçada. E tudo isso impactará na nossa busca por uma vida feliz e saudável (seja lá o que isso signifique pra você, aliás).

 

Responsabilidade

A diferença entre o que eu quero e o que eu consigo, efetivamente, é o pontapé inicial que desencadeia inúmeras formas de sofrimento (frustrações, lamentações, ansiedades, medos etc.). E isso, muitas vezes, acaba por nos aprisionar. Por nos fazer ficar parados, tentando entender o que deu errado; tentando encontrar meios de consertar as coisas, as situações, os encontros que tivemos – aquilo que tinha tudo para dar certo e não deu…

… E essa é uma escolha nossa.

Sim, uma escolha.

As dores são inevitáveis. Elas virão revestidas das mais distintas roupagens: uma topada na cama (quando eu esperava caminhar tranquilamente até o banheiro), um término de relação (quando rain-2279019_1280eu desejava viver o meu felizes para sempre), uma chuva torrencial (quando esqueci o guarda-chuva e estou indo para um compromisso importantíssimo)…

As dores acontecerão. Agora, o que você escolhe fazer com elas – como escolhe se sentir a partir desse encontro – é uma responsabilidade sua. Só sua.

… As dores são inevitáveis – mas o sofrimento é sempre opcional.

Por mais imprevisíveis que sejam os encontros que podem se dar, conosco; por mais gritante (e negativa) que seja a diferença entre as nossas expectativas e a realidade, a maneira como agiremos a partir disso é regida pela nossa vontade. Eis, para mim, o que significa livre-arbítrio. Eis o nosso grande poder: o poder das escolhas.

 

Como Agir

… E qual é o melhor modo para agirmos, então? Como evitar o sofrimento desnecessário?

Não existe uma única resposta certa, obviamente.

E é por isso que, quando me deparo com esse tipo de pergunta, recorro à Astrologia.

prague-1327856_1280(Não porque ela detenha respostas absolutas, que irão me servir de manual de instruções. A Astrologia não é isso. A Astrologia trabalha com um mapa energético. E um mapa é uma aproximação, uma maneira encontrada para descrever as nossas energias – ele não é e nunca pretendeu ser um resumo determinante das características de uma pessoa. Sempre teremos o poder das nossas escolhas para usar esse conhecimento, como bem quisermos).

Com base nos estudos astrológicos, nós podemos encontrar pistas de quem somos (em termos essenciais – o que nós torna únicos) e do que temos (nossos talentos, assim como nossas posses). E entender, igualmente, o que fazer com isso tudo; como lidar com esses encontros inevitáveis, utilizando-os para expressar nosso eu mais verdadeiro.

… Ou seja: qual é o tipo de energia que me permite extrair o melhor das coisas que acontecem comigo.

Para tanto, olhamos para a terceira Casa, no nosso Mapa Astral. Para o nosso Terceiro Campo de Experiência para Manifestação e Desenvolvimento do Eu.

 

3º Campo de Experiência

Basicamente, o início (a Cúspide) da terceira Casa está em um Signo Astrológico (Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário ou Peixes). E esse Signo representa o tipo de atitude mais inteligente para nos relacionarmos com o mundo.

… Por que eu disse mais inteligente?

Porque a inteligência a qual me refiro, aqui, diz respeito ao nosso processo intelectual. Tem a ver com a nossa capacidade de fazer associações entre coisas, eventos, encontros. É a nossa habilidade em conseguir criar uma sequência coerente e significativa. É o modo como conseguimos explicar, para nós mesmos, os acontecimentos, as nossas vivências e percepções.

… Por exemplo: o início da minha terceira Casa aponta para o Signo de Sagitário.

Eis uma energia que emprega uma forma mais abstrata de pensar, buscando descobrir conexões maiores entre as coisas, os fatos. Eis, por exemplo, o movimento que fazem os filósofos, os estudiosos acadêmicos e os professores (falando em termos simbólicos): eles procuram ter uma visão ampla de determinado assunto; enxergam inúmeras conexões ali dentro, entre as partes envolvidas; desenham uma teoria (ou método) que explique essas ligações todas, e, então, repassam esse conhecimento para outros interessados.

… Eu preciso dizer o quanto isso funciona (e faz sentido) para mim ou escrever este artigo basta?

Agora, como eu sempre digo: isso é o que funciona para mim. Você pode ter, por exemplo, Sagitário despontando na terceira casa também (ou qualquer um dos outros onze Signos) e encontrar outras maneiras, completamente diferentes, para manifestar isso. O movimento energético e o processo associativo, lá no fundo, serão similares – mas a ação tomada será aquela mais coerente com as suas escolhas, o seu propósito.

… E aí? Qual é a sua maneira de lidar com esses encontros todos com o mundo?

Pense nisso…

E, qualquer coisa, estou por aqui.

 

Lucas M Esher

 

P.S.: que tal a gente marcar um bate-papo descontraído para entender um pouco mais sobre você e o seu Mapa Astral? Manda uma mensagem para mim por aqui.

 

 

 

 

SEGUNDO PASSO: QUAIS SÃO OS MEUS PONTOS FORTES?

Este é o terceiro artigo de uma série. Você pode escolher começar a leitura por aqui, deixando os anteriores para depois, sem qualquer prejuízo em termos de compreensão. Se preferir, contudo, ler na ordem que postei – tendo uma visão mais aprofundada –, encontrará o início desta jornada nos seguintes links:

  1. O Que Você Está se Perguntando?
  2. Como me Distinguir dos Outros?

 

Você acredita em destino? Gosto de pensar que eu não, não acredito. Não acredito, pelo menos, em coisas prontas, traçadas de antemão. Acredito que temos uma missão, uma verdadeira vontade, que nós mesmos criamos para nós. Acredito, sim, no poder das escolhas. No poder de ser o protagonista da minha própria história de vida.

Atualmente, aliás, falar de sermos os protagonistas de nossas histórias é algo bem comum, certo? Eu, que gosto de investigar esse mundo do autoconhecimento, me deparo com essas palavras com grande frequência.

… A grande questão que fica, pra mim, nesses casos, é: ok, e como eu consigo isso?

Por um bom tempo eu te responderia, com total sinceridade: não faço a menor ideia. É, ué, porque essa é uma grande questão, sim?

… E grandes questões não aceitam respostas fáceis, fixas, aprisionadas (em ideias, ideais, conceitos) e aprisionadoras (leia mais sobre isso aqui).

Hoje em dia, todavia, de tanto vasculhar por aí, encontrei um caminho pelo qual consigo me movimentar, ao encarar tamanha pergunta – ao invés de ficar travado, sem sair do lugar.

… Quando quero assumir as rédeas da situação e agir, eu me volto para os meus pontos fortes.

 

Pontos Fortes

Eu não acredito em destino. Ainda assim, não acho que viemos para cá zerados, totalmente despreparados. Penso que existem diversas pistas espalhadas por aí, para nos ajudar em nossa trajetória ascendente (evolutiva). Entendo, por exemplo, que algumas dessas grandes dicas são as qualidades inatas que já trazemos conosco.

… Qualidades essas que, normalmente, chamamos de talentos, dons, pontos fortes

Sabe aquela coisa que você faz tão bem, desde muito jovem? Aquilo lá, que você consegue fazer sem grandes esforços, enquanto outros penam para conseguir (e sem alcançar o mesmo êxito, no final)? Consegue pensar em algo assim?

… Se sim, ótimo, o primeiro passo já foi dado. Esses são os seus pontos fortes; aquilo com o que sempre pode contar, quando quiser agir com máxima destreza, no ápice da sua capacidade (e você até poderia parar de ler este artigo – embora eu ache que, mais adiante, abordarei essa história toda de um ângulo, no mínimo, inusitado).

… Agora, se a sua resposta tiver sido não, tampouco se preocupe: talvez você saiba, sim, quais são essas fortalezas. É bem provável que elas estejam o tempo todo na sua cara, se destacando em cada uma de suas ações. E, nesse caso, você só disse não porque estava procurando algo espetacular, miraculoso – não tão óbvio!

 

Fortalezas Óbvias – Só que Não!

cello-2227660_1280Pois é… Muitas vezes, quando pensamos em talentos, imaginamos características grandiosas, dignas de um grande mestre (e, ouso dizer, um dos nossos grandes erros é começarmos pensando nisso com base em comparações – quando na verdade somos seres únicos!). Lembramos de alguém que sabe desenhar divinamente, de outra pessoa que fala muito bem em público, de artistas e seres criativos, famosos…

… Focamos, portanto, no fim, não no meio.

Sim! Focamos naquilo que essas pessoas fazem com os seus pontos fortes, no que conseguem concretizar por meio deles. Focamos no final da jornada – e nunca enxergamos, de fato, qual foi o caminho trilhado por eles para chegar lá.

… Muito mais do que nos perguntar O QUE EU FAÇO BEM?, a descoberta dos pontos fortes passa pelo COMO EU FAÇO ALGO BEM?

 

Os Comos

E como é que a gente responde a mais essa pergunta?

Bom, espero que você já tenha entendido, a essa altura, que eu não gosto de tentar te dar respostas.

… Gosto, sim, de te ajudar a descobrir, para si, quais são as perguntas certas.

Mas, se quiser um exemplo mais concreto, eis aqui alguns dos Comos que eu descobri funcionarem comigo:

  • Independente do desafio que estiver enfrentando, sei que meu ímpeto estudioso – de estar sempre querendo saber mais e aprender com a situação, com as pessoas envolvidas – irá colaborar para que eu encontre uma boa solução.
  • A empatia – que é a qualidade de conseguir naturalmente entender, sentir, intuir o que o outro está experienciando – é outro ponto que sempre permeia minhas ações e preocupações.
  • Eu já disse que não acredito em destino. Contudo, pra mim, as coisas acontecem por uma razão. Eu sinto, sempre, como se tudo estivesse conectado. E enxergar essas conexões e conseguir lamp-2247538_1280aproveitá-las em meus atos é fundamental.
  • Está a maior confusão à minha volta. O que eu faço? Eu me pergunto, de modo estratégico, “e se?”. Eu busco enxergar padrões, ordenar o caos, construindo cenários alternativos.
  • Ideias me fascinam. Estou sempre conceituando as coisas, em minha mente. Quem me conhece bem sabe que não me contento com superficialidades. Preciso ir fundo. Preciso criar (ou, pelo menos, buscar criar) algo que vá além, que seja diferente. Eu gosto mesmo é de lidar com as grandes questões.

… Deu para ter uma ideia, agora, do que são esses Comos?

Eu posso fazer de tudo com essas qualidades que descrevi aí, acima. Elas estão em tudo o que eu faço – e, quando usufruo delas de forma consciente, eis que consigo assumir o protagonismo, realizar minhas melhores ações.

Eu estou utilizando-as aqui, agora, para escrever este artigo. E as aproveitarei mais tarde, quando for realizar uma sessão de Coaching Astrológico, quando for ensaiar para minha próxima peça de teatro…

… No entanto, se ainda assim esses tais Comos estão confusos para você, não se angustie: é chegada a hora de invocar, novamente, a astrologia, que pode nos oferecer algumas dicas bem valiosas…

 

Campo de Experiência 2

Quando olhamos para a Casa 2 de um Mapa Astral (ou, como prefiro, o segundo Campo de Experiência para Manifestação e Desenvolvimento do Eu), nos deparamos com as seguintes questões:

  • Quais são os meus talentos?
  • Como utilizar o que tenho?
  • O que eu herdei?
  • O que tenho à disposição naturalmente?

… Ou seja: dá para perceber que a pergunta “como eu faço algo bem?“, voltada para o entendimento dos nossos pontos fortes, tem tudo a ver com o CE2, certo?

Assim como no CE1 (cuja análise você pode ler aqui), aqui observaremos três informações do nosso Mapa Astral, na busca pelas preciosas pistas:

  • Signo da Cúspide: a Cúspide é a linha que marca o início da Casa 2 (que é a grande seta vermelha, na imagem ao lado). Os Signos Zodiacais, por sua vez, são os arquétipos que caracterizam
    Campo de Experiência 2
    CE2

    cada uma das doze energias principais estudadas dentro da Astrologia. No CE2, o Signo na Cúspide mostra o caminho interior mais natural e harmônico para usufruirmos dos nossos  valores e das nossas qualidades inatas.

 

  • Planeta Regente: é o Planeta que rege um determinado Signo. Cada Signo Zodiacal é governado por um Planeta (ou dois, em alguns casos). Escorpião, por exemplo, é regido por Marte e Plutão. No CE2, o Planeta Regente – do Signo da Cúspide – expõe o tipo de energia que comanda a exteriorização dos nossos pontos fortes.

 

  • Planeta no CE2: qualquer Planeta que se encontre no interior da segunda Casa (e se não houver Planeta algum, não há qualquer problema – nos concentramos, então, nos dois itens anteriores) traça a energia que auxilia na manifestação e desenvolvimento dos nossos talentos e colocação deles no mundo.

 

Um Exemplo

Escorpião
Escorpião

Uma vez mais, eu recorro ao meu próprio Mapa Astral para que sirva de exemplo. Conforme a imagem acima (aquela mesma, da seta vermelha), podemos ver que o Signo da Cúspide do meu CE2 é o de Escorpião.

Isso significa dizer que o meu caminho interior, para que usufrua dos meus valores e pontos fortes, flui de modo mais natural e harmônico quando lido com questões mais emocionais, com características de grande profundidade. O Signo de Escorpião é uma energia que busca estabelecer uma segurança emocional, frente às ameaças, desejando ter o controle sobre a situação.

… E não é basicamente isso o que eu faço? Ao ler este artigo, você não percebeu que eu estou falando a partir desse tipo de atitude, o tempo todo? De querer usar meus pontos fortes para assumir o controle da situação e, assim, criar uma segurança emocional?

Marte
Marte

Pois é…

Plutao
Plutão

Indo além: os Planetas Regentes de Escorpião são Marte e Plutão. Marte tem a ver com o impulso, a forma como lutamos, trabalhamos, gastamos nossas energias. Plutão, sendo um Planeta   transpessoal (cuja força sentimos mais em termos coletivos do que individuais), lida com grandes transformações, questões psicológicas do fundo do inconsciente e com o uso do poder.

Ou seja: no meu caso, a energia que comanda a exteriorização dos meus talentos é a do trabalho, principalmente quando (em termos macro) lido com questões de grandes transformações psicológicas e de uso do poder.

… O que eu acho que tem bastante a ver com o Coaching Astrológico, sim?

Urano
Urano
Saturno
Saturno

Por fim, olhemos para os Planetas posicionados dentro do meu CE2. Vemos que ali estão Saturno e Urano. Logo, as energias que ajudam na manifestação e desenvolvimento dos meus pontos fortes – e a colocação deles no mundo – são as da autoconfiança, da responsabilidade, de enfrentar os grandes desafios através da disciplina de Saturno, e a minha originalidade, o despertar da minha consciência pessoal, trabalhando o que me faz único, por parte de Urano (que também é um Planeta transpessoal, a exemplo de Plutão).

 

CE3 – Até Onde Eu Posso Ir?

Gosto de ressaltar, sempre, que essa análise, que faço aqui, é bem simplificada. Neste curto espaço, fica difícil nos aprofundarmos muito. Mas imagino que já deu para você ter uma ideia do funcionamento do CE2, certo?

(Agora, se você quiser se aprofundar mais nesta jornada, deixo aqui o convite para marcarmos um primeiro bate-papo, sem compromissos. É sempre uma boa oportunidade para mergulharmos um pouco mais em seu Mapa, na sua história. Você pode fazer isso por aqui).

E, no nosso próximo artigo, falarei sobre o CE3…

… O Campo de Experiência em que entenderemos os nossos primeiros limites – e a extensão dos nossos poderes –, quando nos comunicamos com aqueles que estão próximos.

Ok?

Então, até lá!

 

Lucas M Esher

 

P.S.: se estiver gostando desta série de artigos, deixa um comentário, para eu saber que você esteve por aqui. =)

PRIMEIRO PASSO: COMO ME DISTINGUIR DOS OUTROS?

Este artigo é segundo de uma série. Você pode, sim, lê-lo agora, pulando o anterior. Se, no entanto, quiser ler na ordem que postei e ter uma visão mais aprofundada, encontrará o início desta jornada clicando aqui.

 

Quantas vezes nós já não escutamos que somos todos seres únicos? Que não existem duas pessoas iguais? Imagino que você concorde com isso. Eu concordo. Concordo que, uma vez que todos temos histórias, encontros e percepções únicas na vida, não há como sermos iguais a ninguém.

Podemos, sim, nos relacionar com pessoas com as quais descobrimos inúmeras afinidades. Pessoas que possuem valores, gostos e vontades compatíveis com as nossas. Ainda assim, sempre seremos diferentes. Sempre traremos, conosco, algo único, só nosso.

E esse algo, para mim, não é um talento. Não é, necessariamente, algo que fazemos. É algo que está além disso – ou por detrás, por debaixo. Algo que serve de base para a manifestação dos nossos pontos fortes, nossos dons. É aquele toque que permeia tudo o que realizamos. Aquele fio invisível que conecta todos os pontos. Que está em tudo, em todos os lugares onde nos colocamos de verdade.

… É a essência. A nossa essência.

Gosto dessa metáfora de fio invisível, aliás, porque ela expõe a sutileza desse nosso contato com a essência. Eu logo imagino, pensando nisso, a vida como um gigantesco labirinto e a essência como o nosso fio de Ariadne (o fio que nos permitirá encontrar um caminho, uma saída desta enigmática construção). O fio, portanto, é um tesouro valiosíssimo. Ele é crucial para empreendermos a nossa jornada com mais consciência. É o fio que nos permite desfrutar das paisagens encontradas pelo caminho escolhido, ao invés de sermos obrigados a sair correndo por aí, de maneira apressada, batendo a cabeça, girando em falso, caindo em becos sem saída.

… Só que, ao mesmo tempo, esse fio é invisível. Ou seja: ele está sempre presente, em todos os nossos passos – só que nós não o vemos.

E, se não o vemos, como podemos saber que ele está mesmo lá? Como podemos saber que ele existe, de fato?

 

Há mais coisas entre o céu e a terra…

Para descobrir esse fio – a essência – creio que não adianta buscarmos as nossas respostas, apenas, nas explicações lógicas. Não adianta querermos somente comprovações científicas, racionais. Não adianta, enfim, tentar de todas as formas tornar esse fio visível. Isso seria um gasto desnecessário e infrutífero.

Uma das nossas grandes dificuldades, hoje em dia, envolve (na minha opinião), justamente, o uso exacerbado das funções racionais. Valorizamos tanto as demonstrações de competência analítica, que muitas vezes nos fechamos para todas as outras possibilidades de manifestações inteligentes.

Aintelmultipla teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner (um psicólogo estadunidense), fala um pouco sobre isso. Ele elencou nove tipos de inteligências, que extrapolam aquela ideia de que ainteligência pode ser medida por um teste (de QI). De acordo com essa linha de pensamento, tais testes servem para medir aptidões lógico-matemáticas e linguísticas, sim. Contudo, há muito mais por aí: ainda temos, pelo menos, outros sete tipos de inteligência para serem consideradas (espacial, musical, corporal-cinestésica, intrapessoal, interpessoal, naturalista e existencial).

… Ou seja: isso nos mostra que a razão não é a única ferramenta disponível para avançar no labirinto da vida.

Se nos apegamos ao visível é fácil descartarmos tudo o que é invisível. É fácil assumir isso como besteira, como loucura.

Aliás, falando em loucura…

 

O Tarô e seus Símbolos

Uma das ferramentas de autoconhecimento que eu mais gosto de utilizar (ao lado da Astrologia – e da Árvore da Vida) é o Tarô. O Tarô que pode ser usado, sim, para fins oraculares – ajudando-nos na leitura das energias que estão presentes, hoje, e das que serão desencadeadas (no futuro), caso mantenhamos a mesma linha de ação.

Entretanto, para mim, a leitura da sorte não é o uso mais poderoso dessa ferramenta. Afinal, dentro do Tarô nós encontramos um trabalho belíssimo de simbolismo. E uma imagem – um símbolo – vale mais do que mil palavras, certo?

Enquanto um texto expositivo (como este) consegue trabalhar com algumas poucas camadas de significados, um símbolo é capaz de transmitir inúmeras ideias ao mesmo tempo. Um cachorro, por exemplo, pode representar um bicho de estimação – mas também pode simbolizar as amizades, o apego, o medo, a hesitação, a irracionalidade, a preocupação, aquilo que tentará te impedir (sem maldade) de avançar no seu caminho, entre tantas outras coisas.

… E o que isso tudo tem a ver com o que estávamos falando? O que tem a ver com a loucura?

Bom, uma vez que o Tarô faz uso de símbolos para transmitir conhecimento, ele se mostra, antes de mais nada, uma excelente ferramenta para desenvolvermos nossa intuição. Investigando-o, acabamos por trabalhar com outras áreas da nossa mente, além do racional.

loucoAlém disso, sendo um pouco mais específico, no Tarô existe uma carta chamada O Louco. O Louco que, como pode ver na imagem ao lado, é um andarilho, carregando uma trouxa (ou seja: ele só carrega consigo o que é essencial para a sua jornada, deixando todos os excessos para trás). Ele acabou de sair de uma caverna, vista ao fundo (caverna que representa um mundo antigo, ilusório, aprisionador – qualquer semelhança com a caverna de Platão não é mera coincidência). E está se preparando para saltar de um penhasco, um abismo.

… É o Salto da Fé.

Quem está de fora, observando esse avanço (os amigos, as pessoas ainda apegadas àquela caverna, ao velho mundinho quadrado – simbolizadas, aqui, pelo cachorro), tenta agarrar suas pernas, impedi-lo. Julga que ele é um… Louco por fazer o que está fazendo…

… Por acreditar no que ele acredita. Por sentir o que ele sente.

Louco isso, não?

O arquétipo retratado nesta carta, portanto, é o daquele ser que alcançou um novo patamar de consciência, enxergando além. Alguém que está pronto para dar o Salto da Fé, pulando no Abismo do Conhecimento. Ele é o sopro de vida para uma nova criação (e tudo o que é novo há de enfrentar a resistência do que já está estabelecido).

Agora, veja bem: eu não estou falando (só) sobre espiritualidade aqui. Toda e qualquer forma de expressão artística, por exemplo, se utiliza de outros meios para criar e materializar uma obra, fugindo do monopólio da razão.

… E vou além: não é uma questão de um OU outro. É uma questão de um E outro, juntos.

É uma questão de integração.

Integração do nosso Pensar com o Sentir, para então despertar o verdadeiro Querer.

 

Pensar, Sentir e Querer

Segundo a Antroposofia, a dimensão do Pensar está associada ao cérebro, a sede da nossa consciência. É o uso da razão; do pensamento lógico, linguístico, analítico, estratégico, associativo, que identifica e estabelece padrões. É, como já disse acima, a maneira que julgamos mais óbvia de encontrar respostas, de fazer descobertas. O nosso Pensar se ancora no passado, trabalhando com conceitos pré-existentes, com os nossos repertórios e modelos mentais.

A energia do Sentir, por sua vez, advém do sistema rítmico, composto por pulmões, coração e sistema circulatório. O Sentir é o caminho do Coração. Ele estabelece a ponte entre o Pensar (a cabeça) e o Querer (mãos, pernas, músculos). Nesta dimensão, penetramos mais fundo nas experiências, no nosso contato com o mundo. Estamos falando das emoções, dos sentimentos, aqui. E da polaridade entre a simpatia e a antipatia (que são inevitáveis, imediatos e irracionais). Por exemplo: uma simples combinação de palavras e sentimentos (formando um elogio ou uma censura) pode fazer com que sintamos mais ou menos afinidade com alguém. Em muitos casos, isso pode, inclusive, mudar completamente o nosso estado de espírito. O nosso sistema rítmico se altera: a respiração fica mais ou menos ofegante, o sangue flui mais ou menos depressa.

E é o nosso Sentir que está tão apagado ultimamente. É o nosso Sentir que acabou sendo desacreditado, ignorado, deixado de lado, para focarmos em conhecimentos mais técnicos e científicos (Pensar). É a ausência de Sentir que nos conduz para uma vida entediante, sem… sentido! Sem Sentir, fazemos as coisas de forma mecânica, pulando do Pensar direto para o Querer.

… Um Querer, claro, igualmente esvaziado.

A dimensão do Querer tem a ver com o sistema metabólico e locomotor. Nesse sistema estão sediadas as forças de transformação energéticas do nosso corpo (o processo digestivo é um belo exemplo disso, ao gerar um enorme potencial energético com base na desintegração e processamento de substâncias). É ele que coloca o nosso Pensar em ação, através dos músculos, pernas, mãos e outros movimentos.

pendurado

… E o que o nosso amigo Tarô (e seus símbolos) tem a dizer sobre essa conexão direta entre o Pensar e o Querer?

Quando olhamos o caminho que interliga o Pensar e o Querer (na Árvore da Vida), nos deparamos com… O Pendurado!

O Pendurado que representa o quê?

… Uma energia parada. Uma energia que não está sendo movimentada, que não sai do lugar (nota alguma semelhança com ficar dando voltas num labirinto?).

Ele tinha tudo para ser O Imperador (outra carta do Tarô, representada pelo número 4 – e, não por acaso, vemos um 4 sendo formado pelas pernas do Pendurado, sim?), mas ele não age. Ou, até age, porém sem eficácia. Age só por agir. Sem sentido. Pulando do Pensar direto para o Querer.

… Age ignorando o tal fio invisível, a essência.

 

Campo de Experiência 1

Como, então, podemos saber que o fio existe? Que ele está lá, mesmo sendo invisível?

… Sentindo mais.

E, para tanto, buscando ferramentas que exercitem mais esse lado. Que desenvolvam as nossas capacidades imaginativas, intuitivas, criativas…

Na Astrologia – que trabalha com símbolos energéticos, muito mais do que com tentativas de definir estaticamente algo –, quando procuramos dicas a respeito desse fio, de entender o caminho para a nossa essência, invariavelmente observamos a 1ª Casa (ou, como eu gosto de chamar, o Campo de Experiência 1).

O nosso Mapa Astral não fornece fórmulas mágicas ou respostas prontas. Ele nos dá pistas dos nossos potenciais, do que temos à disposição em nossos interiores (um desenho do nosso labirinto). Não adianta, portanto, lermos o Mapa e nos contentarmos em racionalizá-lo, querendo mudar, assim, nossas ações. É preciso senti-lo, sim. Experimentá-lo, desfrutá-lo.

… Até porque, o nosso Mapa é a combinação de várias energias, descritas de forma fracionada.

No meu Mapa, por exemplo, o Sol está em Aquário, no Campo de Experiência 4. Porém, essa energia está integrada com a de todos os demais Planetas e Campos. Meu Sol em Aquário é um Sol de quem tem, também, uma Lua em Peixes e um Júpiter em Capricórnio. Não adianta lermos todas essas informações de forma separada: é preciso unificá-las.

Agora, é preciso começar a leitura por algum lugar. E eu começo pelo Campo de Experiência 1 (jura?). Porque, para mim, eis o jeito mais simples de integrar, sem grandes quebra-cabeças, e de maneira profunda, todas as energias descritas em um Mapa.

… Se queremos entender mais sobre esse labirinto no qual nos metemos, nada melhor do que procurarmos sentir o nosso fio invisível, certo?

 

E Quais são as Dicas fornecidas pelo CE1?

Temos de nos atentar para três tipos de informação, quando trabalhamos com a ferramenta dos Campos de Experiência para Manifestação e Desenvolvimento do Eu:

  1. Signo da Cúspide
  2. Planeta Regente
  3. Planetas no CE

Por mais que os tópicos sejam os mesmos, o significado de cada um deles irá variar de acordo com o Campo em que estivermos focados.

No CE1, nosso foco atual, o Signo da Cúspide nos mostra o caminho, a atitude básica ideal, para desenvolvermos a nossa individualidade e buscarmos mais autoconhecimento.

… Espera aí: mas o que significa Signo da Cúspide?

casa1

Ops, voltando um pouco… A Cúspide é a linha que marca o início de um Campo de Experiência (uma Casa). Na imagem ao lado, a Cúspide é essa grande seta, na cor preta, apontando para a esquerda. No Caso do CE1, a Cúspide é (nada mais, nada menos do que) aquilo que chamamos normalmente de Ascendente.

Portanto, o Signo da Cúspide do CE1 é o Signo em que está o nosso Ascendente (o Signo que estava se erguendo no horizonte, no momento do nosso nascimento).

Tomando como exemplo o meu próprio Mapa, encontramos o Ascendente no Signo de Libra (que, na imagem, é o símbolo, na área azul-clara, que lembra uma ferradura, uma balança).

Libra, hum… E quais são as características da energia libriana? Eis um Signo voltado para relacionamentos, parcerias e metas sociais. Detém uma habilidade inata para a diplomacia, a negociação e a criação de harmonia, equilíbrio. Esta energia valoriza os princípios da justiça e da equidade, tendo bastante interesse em favorecer que as pessoas funcionem em conjunto e sem atritos.

… Ou seja, com base nisso, podemos interpretar que a melhor maneira para que eu encontre a minha essência – para que eu entenda o que me distingue dos outros – será através das relações sociais que estabeleço. Que, como numa balança, ao buscar ajudar os outros a se equilibrarem, eu me equilibrarei (por que será que estou aqui, escrevendo este artigo?).

Falando de forma bem simplificada (que é o que dá para fazermos aqui, em poucas linhas), o meu caminho para o autoconhecimento passa pelo cultivo da equidade, da justiça, da harmonia, dentro e fora.

 

Planeta Regente

A próxima informação (complementar, sim?) que levamos em consideração é o Planeta Regente do Signo da Cúspide.

Planeta Regente, como o próprio termo já diz, é o Planeta que rege um determinado Signo. Na Astrologia, cada Signo é governado por um (ou dois, em alguns casos) Planeta. No exemplo que dei, do meu Mapa, como estamos falando do Signo de Libra, o Planeta Regente é Vênus.

Vênus que, por isso, ganha o título honorário de Regente do Mapa.

… O que significa dizer que ele, de certo modo, é o líder energético aqui dentro de mim.

Pois é… Está aí uma energia (e Vênus lida com os valores, com o amor, as afetividades, o Sentir, as preferências estéticas, entre outras coisas mais) para na qual eu devo prestar bastante atenção. Eis a energia que potencializa o controle e a unificação da minha individualidade (ego).

harmony-1229893_1920O meu Vênus, estando em Peixes, no CE6, indica que posso contar com a minha imaginação, meu lado mais artístico, mais sensível e espiritualizado, trabalhando pesado para superar crises, me aprimorar e caminhar adiante no labirinto da vida.

(E, de novo, por que será que estou falando tanto sobre sentido aqui, hã?).

 

Planetas no CE1

Por fim, mas não menos importante, integramos a tudo isso os Planetas que, por ventura, estejam posicionados dentro do Campo de Experiência 1.

Não há problema algum, caso não exista nenhum Planeta no interior do CE1. Isso significa que o manda-chuva da região é mesmo o Planeta Regente.

Agora, se houver um ou mais Planetas aqui localizados, a responsabilidade passa a ser dividida… Outras energias entram no jogo, para ajudar (ou atrapalhar, dependendo de como escolheremos utilizá-las, sempre).

Todo e qualquer planeta nesta posição torna-se quase um Primeiro Ministro do Mapa. Ele – ou eles – nos mostra a melhor energia para descobrirmos e manifestarmos a nossa essência.

Eu, por exemplo, tenho Plutão, em Escorpião, dentro do CE1. Ou seja: minha busca essencial envolve lidar com grandes transformações, trazendo à tona grandes questões, lá das profundezas (do inconsciente). O uso dos poderes que me cabem, revelam bastante sobre o meu Eu.

(E, sendo assim, dá para compreender que o foco do meu trabalho de Coaching, nas grandes questões, não aconteceu por acaso).

 

CE2 – Quais São os Meus Talentos?

E, bom, de forma geral (e, insisto, bem simplificada), eis as belas dicas ofertadas pela observação atenta do CE1. Eis as chaves fornecidas pela Astrologia para descobrirmos o valioso tesouro do… Quem sou eu?

… Agora, o que você fará com isso, é uma escolha sua.

Cabe a você explorar seu próprio Mapa e procurar entender, à sua maneira, tais pistas. E usufruir delas.

… E começar a sentir o fio invisível, dando novos sentidos para este enorme labirinto…

E, no próximo artigo, falarei um pouco mais sobre o Campo de Experiência 2 e as seguintes grandes questões:

  • Quais são os meus talentos?
  • Como utilizar o que tenho?
  • O que eu herdei?
  • O que tenho à disposição naturalmente?

Então, até a próxima!

 

Lucas M Esher

 

P.S.: ah, e não custa nada dizer: se tiver alguma dúvida, sinta-se à vontade para entrar em contato, para deixar um comentário. Será bem bacana te escutar e saber o que está achando desta série de artigos…

O QUE VOCÊ ESTÁ SE PERGUNTANDO?

Você já parou para pensar que nós bombardeamos, todos os dias, a nossa própria mente com inúmeras perguntas? Mesmo as ações mais simples são impulsionadas pelas perguntas que nos fazemos (e, a partir daí, as respostas que buscamos).

Se, ao acordar, por exemplo, eu me pergunto: “que roupa vou vestir hoje?”, imediatamente minha mente passa a procurar uma combinação (dentre todas as possibilidades que tenho em meu guarda-roupas) que satisfaça essa questão. Isso passa a ser, mesmo que por um breve instante, uma prioridade na minha mente.

E, justamente por tal processo acontecer de modo “natural” – feito “automaticamente” na maior parte do tempo –, muitas vezes não nos damos conta do poder que as perguntas têm em nossas vidas. Ou não são as perguntas que nós nos fazemos que direcionam o que focaremos a seguir?

… E, indo além, ao tomarmos consciência desse processo mental, o que nos impede de usá-lo a nosso favor?

Sendo o mais sincero possível, eu responderia “nada”. Nada? Exatamente: nada, simples assim.

Ou, possivelmente, nada, exceto as nossas escolhas. Sim, pois cabe a cada um de nós escolher qual é a “pergunta certa” para o momento em que estamos. Cabe a cada um compreender qual é a busca, qual é a resposta a ser encontrada, que se mostrará mais produtiva, mais efetiva, de acordo com as circunstâncias que nos rodeiam.

… E essa é uma busca sua, entende? Uma busca única, da sua individualidade.

Uma busca que deve ser coerente com a sua essência.

 

As Minhas, as Suas, as Nossas Respostas

Até porque, se parar para pensar bem, as minhas respostas não servem para você. Eu não sou você, não vivi as mesmas experiências, não superei os mesmos desafios, não conheci as mesmas pessoas, não enfrentei os mesmos medos… E mais: as respostas com as quais me deparei, ao longo do meu caminho, e que me servem tão bem hoje, amanhã já não servirão mais.1216786068jF2v5HX

Eu não acredito nas respostas como “certezas” – para mim, elas são como “degraus de uma gigantesca escada”; uma escada que conduz nosso “eu atual” (ego) para junto do nosso “melhor eu”, da melhor versão de nós mesmos (self).

As nossas respostas, no final das contas, não são conhecimentos “imutáveis”, “fixos”. Elas se transformam, acompanhando nosso crescimento físico, emocional, mental e espiritual.

Estamos sempre em movimento, em constante progresso, ascendendo, buscando novas respostas. Eis o porquê de nos sentirmos entediados, angustiados ou vazios quando passamos muito tempo na nossa zona de conforto – ou seja, perto de respostas já conhecidas. Nós precisamos caminhar, ir além, ver e fazer diferente. É da nossa natureza buscar a expansão, o crescimento, a evolução (ou é nisso que eu acredito – eis uma resposta que funciona bem para mim, hoje). E, para nos ajudar nessa jornada, nada melhor do que sabermos fazer a nós mesmos as melhores perguntas, de acordo com cada situação.

 

Qual é o seu Foco?

Para cada situação com a qual nos deparamos, existem infinitas possibilidades de perguntas para nos fazermos. E cada pergunta nos levará a focar em um ponto distinto lá na frente, no horizonte do nosso caminhar.

Quer um exemplo? Digamos que seu celular toque agora. Você olha para a tela e vê que quem está te ligando é um velho amigo. Um amigo do qual não escuta notícias há alguns meses – desde o dia em que emprestou um dinheiro para ele.

O que você faria? Atende, demonstrando aborrecimento? Ou raiva? Quem sabe tristeza? Ou, até mesmo, alegria? Ou será que você prefere ignorar a ligação, desligar o celular?

Depende, certo? Mais do que depender de quem é o amigo, de qual a história que construíram juntos, eu diria que depende da pergunta que se fará a seguir. As circunstâncias que envolvem esse empréstimo e a sua relação com o tal amigo são importantes, sim. Tudo isso vai influenciar a pergunta que você se fará, obviamente. Ainda assim, você dispõe de todas as possibilidades para realizar a sua escolha, independentemente do que tenha acontecido antes.

Como agirá, no instante em que o telefone toca, afinal, é uma escolha sua. Uma escolha que pode se ancorar no passado, levando em conta tudo o que já aconteceu, ou que pode mirar algo (diferente) no futuro.

… Uma escolha, seja como for, baseada na pergunta que se fará.

Se, ao ler o nome do seu amigo, a sua pergunta for: “nossa, será que ele conseguiu o dinheiro para me devolver?”, é mais provável que atenda à ligação alimentando certa esperança, com um toque de alegria, sim?

Se, no entanto, você se perguntar: “o que ele quer agora? Vai me pedir mais dinheiro, é?”, é bem provável que atenda à chamada (ou nem atenda) com algum aborrecimento, quiçá raiva, não?

É claro que existem outras infinitas possibilidades de respostas a serem dadas. As mesmas perguntas que usei de exemplo, aí em cima, com diferentes intenções e entonações, podem ser usadas para sugerir outros comportamentos, opostos, inclusive.

Reforço a ideia de que, quando estou falando de perguntas, aqui neste texto, estou, acima de tudo, falando de conceitos mais amplos. Não estou falando só das palavras que escolhemos, mas do sentido que damos para elas. Do movimento que elas causam, interna e externamente. Algo como:

  • Qual é o seu foco?
  • Como o seu passado influencia o seu presente?
  • O que você escolhe ver e o que escolhe ignorar (nas mais diversas ocasiões)?
  • Qual é o impulso propulsor da sua ação?
  • O que você está se dispondo a buscar, lá na frente?
  • Qual visão de futuro você está aproximando do seu presente?

 

As Grandes Questões

Então, existem infinitas opções de perguntas a serem formuladas, certo? Sim. E cabe a cada um encontrar a pergunta “certa”, que permitirá focar naquilo que realmente está buscando, né? Sim, de novo.

… Só que eu enxergo que há algo mais aí, a ser levado em consideração.

Por mais que existam infinitas maneiras de formularmos nossas perguntas – e por mais que a “pergunta certa” varie de pessoa para pessoa, de situação para situação –, existem algumas grandes perguntas com as quais todos nós nos depararmos (várias vezes), no curso de nossas vidas.

Perguntas que acabam por descrever nossas buscas na escalada evolutiva. Perguntas – por que não? – existenciais, que ampliam nossas perspectivas. Perguntas mais profundas, que trabalham em uma camada mais “arquetípica”.

… Perguntas que, de tão grandes, inibem respostas prontas e pragmáticas (por mais que muitos ainda insistam em tentar dá-las por aí).

Para mim, eis a grande “graça” (em todos os sentidos) dessas grandes questões. Não ter uma “resposta fácil” em vista é uma senhora oportunidade. Uma provocação, uma chance de nos mantermos “vivos”, em movimento.

Agora, isso não quer dizer que não existam algumas “dicas” espalhadas por aí, esperando para serem colhidas. Dicas que nos chegam com as mais distintas roupagens: filosofias, religiões, escolas de pensamento, ciências – muitas das quais, não por acaso, são milenares.

Depois de mais de uma década estudando inúmeras vertentes e testando as mais diversas ferramentas de autoconhecimento, acabei por desenvolver uma preferência por algumas. Algumas que se harmonizam mais comigo, com as minhas ideias, vontades e perguntas.

… E foram nelas que decidi me aprofundar. Foram elas que escolhi como companheiras (até o momento) de caminhada e de trabalho.

E é a partir delas que eu encaro essas grandes perguntas.

 

Astrologia

A primeira, da qual gostaria de falar nesta série de artigos, é a Astrologia. A Astrologia que, muitas vezes, é tão incompreendida, simplificada, distorcida… A Astrologia que não tem nada a ver com “astros influenciando/determinando nossos comportamentos” (não na Astrologia que eu estudo, pelo menos). Ela mostra, sim, nossos potenciais; as energias que podemos escolher desenvolver (ou não). Ou seja: a Astrologia é muito mais do que dividir as pessoas em doze grandes grupos (vulgo signos)!

Quando alguém diz “meu signo é Aquário”, na verdade, essa pessoa está falando da posição do seu Sol no Mapa Astral. E este é um, apenas um, dentre os inúmeros pontos que levamos em consideração. Entre outras tantas coisas mais, além do Sol, ainda temos, por exemplo, a posição dos demais planetas (e, na Astrologia, o Sol e a Lua são considerados planetas, ok?), os ângulos que se formam entre eles (os Aspectos) e a posição desses astros nas doze Casas…

“Ok, você falou um bocado de coisas, mas como a Astrologia pode me ajudar com as tais grandes perguntas?”, você pode estar se perguntando.

…  E eu te respondo: de várias maneiras.

A primeira, mais “básica”, seria analisando o seu Mapa Astral (e, se você nunca fez o seu, me manda as suas informações por aqui, que eu te envio, sem compromissos).

Dando um passo além, ao nos aprofundarmos mais no significado de cada uma das doze Casas, sabe o que encontramos? Algo que eu esoteric-652642gosto de chamar de “Campos de Experiência para Manifestação e Desenvolvimento do Eu”.

E o que é isso? É uma ferramenta. Uma ferramenta que trabalha, justamente, com essas grandes questões e com a nossa contínua busca por respostas, com base nos nossos potenciais energéticos (sempre únicos).

E é justamente sobre essa ferramenta que começarei (ou continuarei) a falar no nosso próximo artigo. Eis que, então, olharemos para o primeiro Campo de Experiência. O ponto inicial da nossa jornada. O Ascendente do nosso Mapa Astral. A hora, como em toda boa história, de conhecer melhor o personagem principal das nossas histórias: nós mesmos.

… Sim, nos voltaremos para o nosso interior. Olharemos para as valiosas “dicas” que o Mapa Astral oferece, a fim de facilitar a nossa busca por autoconhecimento.

Lidaremos, enfim, com grandes perguntas como:

  • Quem sou eu?
  • Como eu me distingo dos outros?
  • Por que eu existo?
  • Por que eu sou único?
  • Como eu experimento, da melhor forma, a expressão da minha individualidade?

 

Até lá…

 

Lucas M Esher

 

Deixe uma resposta