Astrologia

O QUE É ASTROLOGIA?

 

astrology-993127_v2A Astrologia é uma ferramenta de autoconhecimento que envolve o estudo do Mapa Astral de cada indivíduo. Mais do que meramente analisar o Signo Solar (quando eu digo, por exemplo, “eu sou aquariano”, estou afirmando, de modo simplificado, que o Sol estava no Signo de Aquário no momento do meu nascimento), o Mapa Astral contempla a posição da Lua, de Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Plutão, Urano, Netuno e dos Nodos Lunares em relação aos doze Signos e às doze Casas Astrológicas. Além disso, ainda analisamos os ângulos formados (chamados de Aspectos) entre os Planetas, o Ascendente (cúspide da 1ª casa) e o Meio-Céu (cúspide da 10ª casa).

… Ou seja, Astrologia nada tem a ver com dividir as pessoas em doze grandes grupos. É algo bem mais complexo (e completo – eu nem citei, por exemplo, as oitavas, um conceito bem mais sutil, que também deve ser levado em consideração).

 

OS DOZE SIGNOS DO ZODÍACO

 

Áries

Touro

Gêmeos

Câncer

Leão

Virgem

Libra

Escorpião

Sagitário

Capricórnio

Aquário

Peixes

 

OS PLANETAS

 

O Sol — Identidade, individualidade, o pai

A Lua — Instintos, o inconsciente, a mãe

Mercúrio — Mentalidade, comunicação, irmãos e irmãs, viagens

Vênus — Amor, romantismo, parceria, valores, mulheres

Marte — Impulsos, sexualidade, homens, irmãos, desejo

Júpiter — Sabedoria, visão, expansão, convicções, espaço

Saturno — Desafio, concentração, restrição, tempo

Urano — Originalidade, renovação, revolução, excentricidade

Netuno — Transcendência, espiritualidade, ilusão, sofrimento

Plutão — Transformação, humilhação e poder, mundo subterrâneo

Nodo Norte — Destino, envolvimento com um grupo, potencial para o futuro

Nodo Sul — Karma do passado, experiência profunda, lições aprendidas

 

AS CASAS ASTROLÓGICAS

 

Casa 1 — Absorção em si, projeção pessoal, aparência

Casa 2 — Valores, autoestima, finanças, ativos, bens, segurança

Casa 3 — Viagens, rede local, irmãos e irmãs, comunicação

Casa 4 — Fundações, família, antepassados, ambiente doméstico

Casa 5 — Autoexpressão, filhos, segurança da identidade, divertimento

Casa 6 — Serviço, ambiente de trabalho, saúde, integração

Casa 7 — Parcerias, relações e trato com os outros, adversários

Casa 8 — Os recursos dos outros, heranças, poderes secretos, morte

Casa 9 — Viagens a longas distâncias, crenças, educação superior, leis e direito

Casa 10 — Ambições, autoridades, metas, expressão profissional

Casa 11 — Afinidades sociais, grupos, amizades, visões políticas

Casa 12 — Isolamento, o divino e transcendente, os mundos interiores

 

OS ASPECTOS

 

Conjunção — Fusão de energia, unidade, singularidade

Oposição — Separação, projeção, divisão, quebra, polaridade

Trígono — Recursos harmoniosos, criatividade, introspeção

Quadratura — Desarmonia, necessidades divergentes, conflitos

Sextil — Recursos mentais e sociais, harmonia criativa

Quincúncio — Servilismo, compulsividade, falta de integração

Semiquadratura — Tensão oculta, tendências antisociais egoístas

Sesquiquadratura — Comportamento compulsivo, demonstrações de poder

Semisextil — Impulso material ou impulso espiritual para a integração

 

O QUE É IMPORTANTE TER EM MENTE DURANTE A LEITURA DO MAPA ASTRAL?

 

Eu gosto de compartilhar alguns dos meus entendimentos sobre Astrologia, antes que se inicie a leitura do Mapa Astral.

Primeiramente, ressalto que, da mesma forma que cada ser é uma única pessoa, todas as informações, destrinchadas no mapa, devem ser unificadas, tornando-se uma coisa só em nossa mente. Não é das tarefas mais simples (eu sei), mas com o tempo isso acaba acontecendo, naturalmente.

Precisamos compreender, igualmente, que a nomenclatura Mapa Astral não ocorre por acaso. Ela sinaliza aquilo que encontraremos pela frente: uma transposição simbólica e escalonada das energias presentes em cada um de nós para um conjunto de palavras. Afinal, um mapa nada mais é do que uma versão ilustrativa (ou, se preferir, a interpretação de alguém) para um território existente. Entretanto, ele nunca será (nem pretendeu ser) o território em si.

astronomical-clock-5706Outro ponto importante de termos em mente enquanto lemos nossos mapas: na Astrologia (na que eu estudo, pelo menos) não existe determinar ou influenciar, nem nada do tipo. O Mapa Astral mostra, simplesmente, a posição dos astros no momento do nascimento de cada indivíduo. Da mesma forma que um relógio não determina ou influencia o tempo (ele é, meramente, uma ferramenta que marca a passagem de tempo), um Mapa Astral não determina nada em relação aos nossos comportamentos. Ou seja, podemos escolher fazer tudo diferente do que está escrito em nossos mapas, se assim desejarmos (temos o livre-arbítrio, certo?). Ainda assim, dada a minha experiência com o Coaching Astrológico, percebi uma tendência de que, quanto mais harmônico for o nosso comportamento em relação ao nosso mapa, mais realizados, mais felizes nos sentiremos.

E, para clarear um pouco mais as coisas, aprecio a analogia entre o indivíduo e um computador. O nosso corpo, no caso, é o hardware. O Mapa Astral mostra a nossa configuração, os softwares que cada um de nós escolheu instalar antes de vir para cá, fazer o que quer que tenha escolhido fazer (o nosso propósito).

Agora, como eu disse antes, cada um é livre para fazer o que quiser. Se quisermos optar por ignorar essa configuração e usar softwares completamente diferentes, ok. Se quisermos, por outro lado, nos conscientizar e nos aprimorar no uso desses softwares, ok também. Vai da decisão de cada um.

 

NADA DE “MULETAS”, POR FAVOR.

 

Partindo desse ponto, alerto que, uma vez que o poder de escolha está em nossas mãos, não devemos usar a Astrologia e as informações que ela nos fornece como muletas, nas quais nos apoiaremos para justificar certos comportamentos (“ah, eu sou assim porque meu Vênus está neste signo; porque meu Marte está naquele outro” etc.). O estudo do Mapa Astral visa a libertação, não a conformidade, o aprisionamento. É parte da jornada de contínua lapidação – com o que, na Alquimia, chamamos de busca pela Pedra Filosofal, pela essência, por transformar o chumbo em ouro (o que tem muito a ver com o Coaching, não é mesmo?).